quarta-feira, 5 de maio de 2010

Texas, 13 de Julho de 2012

Eu olhava as áridas e secas plaquetas do chão do deserto, o vento levava pequenas bolas de ramos que fora apanhando do chão, e trazia-me a mim, à porta da gruta que dava acesso a Oxford, aquela mística e mágica passagem de um lado do mundo para o outro, uma leve brisa quente. Encostada àquela grande pedra, tinha a pele a latejar de tanto incansável calor. Embora estivesse na sombra, nunca tinha aguentado aquilo noutra altura da minha vida. «Definitivamente,» pensei «Nova Iorque não tem nada a ver com isto.»

Andrew respirava fundo contra a rocha; parecia exausto. Teria razões para estar, se tivéssemos ido para Meridian, a Cidade Negra, mas não. Estávamos há um mês a treinar a concentração, a sentir a energia externa, a sentir o poder por que tínhamos realmente sido escolhidos.

Ele levantou-se lentamente, e entrou na velha carrinha vermelha, parada em frente à entrada da gruta. Em tronco nu, sentia-lhe as pingas do suor na pele a cair-lhe pelas costas. Afagou os cabelos para baixo, e sentou-se no banco do condutor, deixando morrer as costas no banco.

- Jodi. – Arrependi-me num ápice lhe ter lido o pensamento:
- Vem.

Todavia, por desejo, acedi. Com um pouco de esforço, tentei poupar a minha perna ferida e, cambaleando até ao carro, fitava Andrew pela parte de trás da carrinha.
A porta do passageiro estava aberta. Deslizei até ao banco, senti-o a fitar as minhas pernas, e o seu medo dos meus olhos âmbar.
Guardei a vergonha e virei-me para ele, devagar.

- Jodi, tu não tens a noção de como me sinto.

Não escondas Andrew, não recues!

- Quero-te tanto. E não te posso ter.

Esquece as regras. Esquece-as por mim, por nós!

- Jodi! – Gritou, num acto de desespero, atirando a mão para o banco. Virei a cara para o lado oposto a Andrew, e senti a cara molhar-se. Não queria chorar, no entanto, era como privar uma criança de o ser.

- Não consigo. – Pára Andrew! Pára!
- Jodi! – Andrew!

Levou a mão à testa, e fê-la deslizar pela face, virando a cara para mim de novo. Fitava o meu ombro, e tocou-lhe levemente com o dedo. Por onde ele passava, deixava um trilho de pólvora, que me aquecia mais do que qualquer calor do deserto. Fez-me suspirar com os olhos cerrados, buscava adrenalina, prazer.

- Não… Jodi… - Sim, oh, sim. Não parou. Agarrou-me o braço por completo e voltou a minha cara no seu sentido. Fitava os meus olhos, e eu os seus. Aqueles olhos esmeralda, encandeavam-me com o seu brilho.
Pegou o meu queixo, e com o polegar massajou-me os lábios. Aproximou-se, devagar, receoso, até eu o sentir perto, tão perto. Até sentir.

Nada comparado ao beijo inocente de à dois anos atrás. Uma explosão, o grande BigBang, uma erupção de paixão naquele beijo. Passava a mão pelas minhas ancas, e procurou o meu pescoço. Beijou-o carinhosamente e, chegando ao fim da camisola que tinha vestida, voltou a escalar o meu corpo, com a camisola consigo. O meu corpo gritava de excitação, insaciável por cada toque, cada beijo, cada trilho ardente que me cravava na pele. Queria mais. Queria-o.

10 comentários:

  1. para todos os que não sabiam, sim, eu escrevo, já algum tempo, vou postando aqui o:

    - good reading

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  2. ESTÁ LINDOOO :o amo-te amo-te amo-te

    ass: martinha .

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  3. Woooow =$
    Amazing girl
    Jennie escreves mesmo brutalmente bem poças, ja pensas-te em editar :3
    Eu tenho a certeza que irias ter ganda sucesso 8DD
    E nao digo isto por dizer mas sim porque te conheço, nao sei se te conheço assim muito bem, mas sei que es mesmo bueda talentosa e lutadora =$$
    Faz isso, que eu serei o primeiro a comprar o livro, mas depois quero um autográfo :bb ^^
    Beijinhos <3

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  4. Está mesmo lindo *.*
    Tens bué geito (:

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  5. mas quem é esse anónimo afinal ? quero saber :c

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