Eu fazia anos e estávamos deitados na relva, a observar as estrelas daquele céu brilhante, mais do que o habitual. Uma noite quente de verão.
Phil pegou-me na mão, lentamente, virando-se para mim, curvando o corpo, até me chegar aos lábios. Sentia-lhe o calor das costas, rasgava-as com as minhas mãos. Desceu para o pescoço, beijando cada espaço, preenchendo cada desejo.
Desceu a mão até à minha anca, e com o indicador, pescou algo dentro da minha camisola. Subiu e abraçou-me. Deixei-me ir com ele, deixei-me ser seduzida, deixei-me de tretas.
Trocámos olhares, sorrisos; rodávamos, escaldantes e agarrados, por aquele prado enorme. Via a lua nos seus olhos azul-safira, e fechei os meus. Beijei. Sentia-lhe a respiração quente e pausada na pele.
Tirou-me a camisola lentamente, deixou-me quente, e deslizou a mão pela minha coluna até à nuca, sempre colado aos meus lábios. Passou a mão pelo meu cabelo, sedoso, e puxou-o delicadamente para trás; agora, acariciava-me o peito, massajava-me o pescoço com todos aqueles mimos, enquanto lhe puxava a t-shirt para cima.
Escorregou as mãos e colocou-as por baixo da minha saia, pressionava as minhas pernas carinhosamente, e sorriu, fitando os meus olhos.
- Vai – disse-lhe.
Aproximou-se, e sussurrou ao meu ouvido:
- Amo-te.
- Não digas nada que já sei.
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