É incrível como não consigo explicar. É como se tudo se desfizesse agora, como se toda a minha vida me tivesse voltado costas.
Parece tudo tão triste, tão morto. Só te tenho a ti, meu pedro, o único que nunca está tão mal assim. O único.
Todos os outros me parecem tão infiéis, tão infantis, tão pouco maduros, que dá nojo ver como ainda não conseguem ignorar mentiras. Incrível.
Também me custa ver as minhas duas meninas tristes, tão infelizes. Não sei porquê, não consigo perceber o porquê de me doer tanto agora. Talvez fosse melhor «cagar e andar».
Aquilo a que chamo mãe não é nada mais nada menos do que uma faceta ridícula da estupidez.
Que filha quer ouvir palavras tão cruas e frias de alguém que a trouxe ao mundo?
Que rapariga quer ser violada por um sentimento, consumida por incertezas?
«But I will be the last one standing.»
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